segunda-feira, 25 de maio de 2009
Mais um dia ruim
É só eu repousar meus braços sobre o papel que, sem que eu tome conhecimento, as linhas que eu escrevo se amarram em meus pulsos, como algemas de náilon. Fico presa a essas folhas e, a cada movimento que faço tentando me libertar, mais profundos são os sulcos que essas linhas entalham na minha pele. Não mais consigo empunhar a caneta. E o nó se aperta, atritando-se contra meus ossos. O sangue toma conta dos papéis, apaga as palavras, desaparecem as linhas. Estou livre para escrever novamente. Me pergunto: Devo eu não escrever ? Não dizer ? Devo eu apenas guardar pra mim esses contraditórios sentimentos bifurcados ? Se toda vez que a ''ela'' falo flores, elas se despem das pétalas e atingem teu rosto com espinhos. Devo eu me calar ? Se toda vez que te escrevo rosas, ''ela'' as pega pelo cabo e o sangue daquelas mãos mancha minhas palavras ? Meus pulsos dóem. Alguém tem um canivete suíço ? Tu tens ! Me gosta quando todas as minhas certezas ganham um "in" para precedê-las. E tu vens de longe, com a bolsa cheia de "ins". E quando te vais, restam a mim os bolsos cheios de nada, nada este que eu apalpo apenas para dar alguma função para as minhas mãos nervosas. Quando as in-certezas me tomam por inteiro, dirijo a ti o mais confuso dos meus olhares. E neles você vê escrito o que bem entendes. Se refletes o que sinto como um espelho, prefiro apagar a luz do que ficar me desviando de desejos incertos, confusões montadas e histórias sem fim. Quando estou do seu lado sinto aquele friozinho na barriga, a perna fica nervosinha, as mãos geladas, e um sorrizo vergonhoso no rosto. Amor, não me olha assim não, pois até sou capaz de lhe roubar o beijo que você ''ainda não pode me dar.'' And our hearts are on the Everglow. So just let go and fall into it. We begin, breathe in. Here's our chance to go for something.
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