sexta-feira, 29 de maio de 2009
A esperança desse amor não vai morrer em mim
Você apareceu do nada, e mexeu muito comigo. Ficou com o meu coração, com todo o meu amor, minha alegria, minha paz. E depois se foi sem ao menos me devolver tudo que um dia pegara de mim. Se foi como um cavalo a galopar, uma ave a voar, e me deixou nesta estrada, sozinha. Só me resta agora a poeira que deixastes pelo caminho, a saudade, o aperto no peito, a dor do partir. E agora mesmo sem rumo sou filha da sorte e não vou me deixar abater, não vou desistir. Você se foi me levando planos refeitos, a alegria, o meu sonho. O meu único sonho que era o de ficar com você para todo o meu sempre. Mas os meus olhos na estrada são luzes que buscam o reviver, e eu, mesmo triste por esse amor tão cantado, que agora calado, não perdi as esperanças que embora distante, não morreu em mim.
quarta-feira, 27 de maio de 2009
'' A espera ''
Ela existe, é longa e sempre me foge seu fim quando vejo que estou chegando perto. O território é perigoso e caminha-se em solo feito de olhos invejosos, desviando-se de mãos e braços sedentos por um empurrão que vai te fazer cair. É longe o lugar que quero chegar, e nem só de quilômetros, metros e centímetros é feito esse caminho. Complicado mesmo é pular esses muros sem ferir minhas pernas nessas pontas-de-lança. Mas é de cima desses muros que eu te vejo. E, confesso, tua contentação com teu atual estado de cárcere não condiz com a tua vontade de mudar que me é relatada toda vez que te vejo. É tua incoerência que me faz esperar. Essa espera por um lapso de mudança ou qualquer outra manifestação que me faça crer que minha e tua casas serão um dia, a mesma. Te descobri assim, em pleno vôo livre rumo ao chão, quando meu relógio já marcava "tarde demais". E é quando eu encho novamente meus pulmões que eu percebo que teu nome permanece escrito em mim. É só fechar meus olhos e te ver escrita em minhas pálpebras.
terça-feira, 26 de maio de 2009
Inspiração
Poucas vezes me senti tão inspirada como me sinto agora, pelos mais diversos motivos. Sinto mais ar cabendo em meus pulmões, bem como um horizonte muito maior deitando-se frente aos meus olhos. Tenho um amor, e uma ''dona'' pra ele. Pessoal e intransferível. Não tem satélite que mande tanta coisa assim pra tão longe. Brilha muito acima dos pára-raios e das nuvens de fumaça dessa cidade abafada e cinzenta a minha via láctea pela qual eu deslizo sorrateiramente toda noite em sonhos ao encontro ''dela''. Mas como sempre tudo tem um porém... Que ar é esse que eu respiro, e que não é teu também ? Que roupa é essa que não fui eu quem escolheu ? Que silêncio é esse que não é cessado pela tua voz ? Que espaço é esse na minha cama junto com aqueles cobertores emaranhados ? Que sorriso é esse, que no momento só posso ver através dessa foto ? E quem sou eu se não estou com você ? ... Este coração que tu levaste praí é o meu, e eu estou aqui com o teu. Minha vida arde, meu sangue ferve, minha cabeça lateja em dor excruciante de enxaqueca acumulada. Mas a minha voz há de soar, amanhã, e depois, e depois de depois, se Deus quiser. E quando digo que o meu futuro é agora, quero dizer que o final dessa história depende do começo, da primeira linha, da primeira palavra. É por isso que eu pego a caneta pra escrever os meus dias nas calçadas, nas marquises, vitrines e paredes. É por isso que eu vou vagar sem rumo, sem mapa, por essas ruas. É porque eu tenho certeza de que um dia eu vou tropeçar em ti, mesmo que tu ainda não exista. Mesmo que tu sejas uma utopia, uma ilusão que eu criei na minha cabeça. Mesmo que tu não passes de uma paixão-de-5-minutos. Mesmo que, para isso, eu tenha que esquecer como é que se volta pra casa. E eu quero escrever uma história com você, pois as melhores histórias são escritas a quatro mãos, de olhos fechados, e sem revisão ortográfica.
segunda-feira, 25 de maio de 2009
Mais um dia ruim
É só eu repousar meus braços sobre o papel que, sem que eu tome conhecimento, as linhas que eu escrevo se amarram em meus pulsos, como algemas de náilon. Fico presa a essas folhas e, a cada movimento que faço tentando me libertar, mais profundos são os sulcos que essas linhas entalham na minha pele. Não mais consigo empunhar a caneta. E o nó se aperta, atritando-se contra meus ossos. O sangue toma conta dos papéis, apaga as palavras, desaparecem as linhas. Estou livre para escrever novamente. Me pergunto: Devo eu não escrever ? Não dizer ? Devo eu apenas guardar pra mim esses contraditórios sentimentos bifurcados ? Se toda vez que a ''ela'' falo flores, elas se despem das pétalas e atingem teu rosto com espinhos. Devo eu me calar ? Se toda vez que te escrevo rosas, ''ela'' as pega pelo cabo e o sangue daquelas mãos mancha minhas palavras ? Meus pulsos dóem. Alguém tem um canivete suíço ? Tu tens ! Me gosta quando todas as minhas certezas ganham um "in" para precedê-las. E tu vens de longe, com a bolsa cheia de "ins". E quando te vais, restam a mim os bolsos cheios de nada, nada este que eu apalpo apenas para dar alguma função para as minhas mãos nervosas. Quando as in-certezas me tomam por inteiro, dirijo a ti o mais confuso dos meus olhares. E neles você vê escrito o que bem entendes. Se refletes o que sinto como um espelho, prefiro apagar a luz do que ficar me desviando de desejos incertos, confusões montadas e histórias sem fim. Quando estou do seu lado sinto aquele friozinho na barriga, a perna fica nervosinha, as mãos geladas, e um sorrizo vergonhoso no rosto. Amor, não me olha assim não, pois até sou capaz de lhe roubar o beijo que você ''ainda não pode me dar.'' And our hearts are on the Everglow. So just let go and fall into it. We begin, breathe in. Here's our chance to go for something.
domingo, 24 de maio de 2009
Mudança, (Ser Razoável)
Alguém que um dia passou pela doloroza dor de amar, sofreu amargamente pela tal pessoa que dizia ser recíproco, mas na verdade era contrário. Se entregava, dava a melhor parte de si. Contudo, viu que da outra parte era apenas mais uma paixão passageira, um fogo que aos poucos ia se apagando. No entanto, viu que amar não era bom, pois só lhe trazia sofrimento, angústia e dor. Depois de uma frustração passou a fazer pessoas sofrerem apenas por um dia ter sofrido também, apenas por prazer. Passou a ser uma pessoa com o coração de pedra. Passado um tempo, conhece outra pessoa, se relaciona pelo um prazo de meses e se acha estar amando. Na verdade foi apenas mais uma vítima que sofreu bem mais que si mesma. E, novamente encontra-se com um outro, e repete tudo que um dia fez com a pessoa anterior.. Trair, mentir, enganar. Depois disso, diz que quer descançar o coração por um bom tempo, mas aí conhece uma ''outra'', ''aquela'' pessoa que a fez realmente ver que se apaixonar de verdade é querer apenas o bem, mesmo esta não estando contigo. Mas, agora está sofrendo o que dias atrás fez um outro sofrer. Viu que nem sempre é fácil, e que agora terá de lutar. Mas a tal pessoa fez com que caisse na real, e fez vê-la que isso que fazia não era bom, nunca foi bom, pois que dia ver o outro sofrer, e rir foi bom ? Agora sim, aquele ser inútil e imacapaz de amar, mudou. Mudou porque agora sente na pela a chama de um verdadeiro amor arder, e que agora luta pra que esta pessoa veja que está mundando, e pode ser chamado de um ''ser razoável''.
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